No texto Hipertexto e Gêneros Digitais, escrito por Antonio Carlos Xavier, do livro Leitura Texto e Hipertexto, o assunto abordado, refere-se as possibilidades de mudança nos processos de escrita, devido ao uso de novas tecnologias de comunicação. Hoje em dia o uso do computador, da Internet e de suas ferramentas, veem substituindo a escrita no papel, onde a tecnologia de linguagem e o espaço de apreensão, não são mais compostos apenas por palavras, mas também por audio, gráficos e animações. Esse novo meio de se escrever recebe o nome de Hipertexto, onde são oferecidas ao escritor/leitor diferentes maneiras de se ler e escrever, possibilitando conhecer o mundo em só click.
Esta mais recente tecnologia de linguagem, proporciona ao seu leitor ou leitores, visto que estando na web, o hipertexto, por ser utilizado por diversos usuários, inserir-se em uma visão global do assunto pesquisado e exige muito mais que uma simples decodificação das palavras. O hipertexto, lhe proporciona opções (links), para aumentar sua busca por informações, conhecimento, relacionando-se a outras páginas da web, pertinentes ao assunto pesquisado, ao contrário do texto impresso que lhe fornece somente aquilo que está escrito, nada além.
Se para ler/entender a palavra, é necessário ler o mundo antes, o hipertexto vem consolidar esse processo uma vez que possibilita o leitor/escritor, compreender melhor, o mundo, através da exploração de diferentes meios de informação. No hipertexto podemos encontrar os links, ferramenta da web que possibilita o usuário a se deslocar de um texto para outro, afim de aumentar suas fontes de conhecimento sobre o assunto pesquisado. Esse mecanismos, porém, como discutido no texto, por pesquisadores como:
Bolter, Lévy, Landow, Rouet e Snyder, teem suas consequências. Acreditam que pelo excesso de informação que o usuário recebe, sendo essas verdadeiras ou falsas, podem sim melhorar sua compreensão geral do texto, como também podem desorienta-lo e dispersa-lo, por falta de não saber o que deve ou não ser ignorado, podendo gerar uma desistência, por parte do usuário, em continuar a ler o texto ao até mesmo de continuar a pesquisa.
É importante lembrar que o hipertexto só é um bom hipertexto, quando o escritor desse, sabe-se utilizar, corretamente das ferramentas oferecidas a ele, trazendo ao hiperleitor uma pluritextualidade com: ícones animados, áudios, efeitos sonoros, imagens tridimensionais, fazendo com que o ato de ler/compreender se viabilize com muito mais totalidade e amplitude.
Diferentemente do texto publicado tradicionalmente, o hipertexto propõe uma leitura multisensorial, onde a compreensão e a elaboração de conceitos ira aumentar e elucidar as questões abordadas, facilitando as analises e conclusão do texto.
o autor do hipertexto, pode através dos aparatos tecnológicos oferecidos apresentar ao seu leitor uma ideia muito mais próxima e fiel daquilo que realmente quer dizer, mas o hipertexto também faz com que o hiperleitor se desvincule da linha de pensamento do leitor, passando a ser dono da sua própria leitura/conclusão, ou seja, emancipando do escritor.
Com a chegada do hipertexto, qualquer pessoa pode ser autor e publicar suas ideias, democratizando-as com o resto da web. Na web, Internet, as regras para publicação não são as mesmas praticadas pelas editoras de livros.
O hipertexto, mais cedo ou mais tarde, será um assunto que deverá ser tratado por todos devido a estarmos em uma sociedade tecnocrata. Ele vem viabilizar a maturidade da relação entre autor e leitor pela facilidade de acesso mútuo. Ambos começam a poder direta e quase imediatamente trocar opiniões e diminuir dúvidas acerca dos/nos textos. Diversos usuários (autores/leitores) poderá agora verbalizar pluritextualmente suas ideais sem se expor ai constrangimento.
O hipertexto permite que todos autores e leitores, com suas respectivas posições devendam-nas em um mesmo espaço virtual e democrático.